Foggy's Quest to Narg and Back Again!
Uma aventura interdimensional com muito estilo para o Amstrad CPC
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Preparem os vossos Amstrad CPC, ajustem o volume e segurem bem os vossos joysticks, porque o turista interdimensional mais azarado do universo, Foggy, aterrou finalmente no Amstrad CPC e a viagem promete ser das boas! Acompanha Foggy numa missão cheia de ação, plataformas exigentes e níveis variados, todos desenhados com detalhe e personalidade. Enfrenta inimigos estranhos, supera armadilhas e descobre caminhos secretos enquanto exploras um mundo vibrante. Com jogabilidade precisa, gráficos marcantes e uma banda sonora envolvente, este título oferece horas de diversão.
Ficha técnica
O Jogo
Foggy’s Quest to Narg and Back Again, também conhecido simplesmente por Foggy’s Quest, é uma conversão para o Amstrad CPC do original para o ZX Spectrum, de 2017, codificado por John Blythe e editado pela Rucksack Games. A conversão foi levada a cabo pelo grupo de programadores Amstradiens, que, com a colaboração de John Blythe, produziu novo código, novo mapa, nova banda sonora e novos efeitos sonoros. Nesta versão, o código e os gráficos ficaram a cargo de Cyrille Gouret (Ayor61), ao passo que a música e efeitos sonoros ficaram sob a responsabilidade de Jonah Ship (SuTeHK).
A história do jogo é simples, e segundo os autores, começa com o infortúnio de Foggy, que, ao viajar para uma dimensão desconhecida, a Dimensão 52b, se vê privado de regressar a casa. Os habitantes locais, os NARGs, prendem-no e pilham a sua nave, levando os cristais e o "Dimension Splicer", que permitem as viagens interdimensionais. No meio da confusão, Foggy consegue fugir para as cavernas, onde terá de procurar os cristais e o "dimension splicer" para voltar a casa.
O jogo em si não precisa de muito para que se entenda logo a mecânica, principalmente para quem, na época dourada dos 8-bits, jogou um qualquer jogo das sagas Jet Set Willy ou Dizzy. É um típico jogo de plataformas com inimigos, neste caso os NARGs, que seguem padrões de movimentos rígidos, combinado com a necessidade de gerir e utilizar um inventário de objetos que vamos recolhendo ao longo do mapa, na resolução de quebra-cabeças.
Visualmente, lembra-me muito um qualquer jogo da saga Monty Mole, principalmente Auf Wiedersehen, Monty!, com sprites grandes e cenários de cores saturadas, onde dominam os tons azuis/roxos e os tons laranjas são um dos pontos fortes desta versão.
A banda sonora, se é que se pode chamar isso, é composta por uma melodia, diga-se de passagem, agradável, em loop constante, que, de certa forma, dá vida ao jogo sem nos distrair.
Além da conversão para a gama CPC, foi também lançada uma versão para CPC Plus e para a consola GX4000, que tira partido da paleta de cores expandida destes equipamentos, oferecendo gráficos mais polidos. Não altera o jogo, mas dá-lhe um brilho adicional.
Conclusão
No final, Foggy's Quest to Narg and Back Again! é uma boa conversão para o Amstrad CPC, tira partido das potencialidades da máquina, mas mantém aquele toque clássico do ZX Spectrum, com gráficos quadradões. A crítica especializada reconheceu o esforço e a revista Amtix! CPC Micro Action atribuiu-lhe uns impressionantes 97%, a nota mais alta da sua história.
Este é um daqueles jogos que poderia e deveria ter estado nas nossas prateleiras nos anos 80 e/ou 90, mas que chegou com 30 anos de atraso para nos lembrar porque é que ainda adoramos estas máquinas.
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