Alien: The Xenomorph
Desta vez, és tu o oitavo passageiro
Ficha técnica
O Jogo
Jogos inspirados na saga Alien há uns quantos, assim de repente, vêm-me à cabeça Alien e Aliens. O primeiro, claramente inspirado no filme Alien, O Oitavo Passageiro, e o segundo, inspirado no filme Aliens, O Recontro Final. Em ambos os casos, o foco principal é matar ou fugir de xenomorfos. Ora, aqui está o ponto de interesse deste Alien: The Xenomorph, desta vez, assumimos o papel de um alien, um xenomorfo. Se isto não é suficiente para aguçar a curiosidade, não sei o que será?
Nascido de um desafio feito por Sergi Caparrós (Mr. Capa) a Eric Cubizolle (Titan) no final de outubro de 2025 e concebido como um tributo pessoal ao amigo comum, José Antonio (XeNoMorph), Alien: The Xenomorph rapidamente se tornou um projeto colaborativo que contou também com a participação de Juha Jaakkola (Warlord), Kukulcan, Pulsophonic, Edouard Berge (Roudoudou) e Maxit.
A ação decorre no interior de uma gigantesca nave humana, a Nostromo, um letal espécime xenomorfo desperta após ter sido capturado e aprisionado, e os ovos da sua espécie confiscados e espalhados pela nave. Enquanto a tripulação se mobiliza para o eliminar ou capturar para experiências laboratoriais.
A missão do jogador é recuperar os ovos e escapar com vida, para garantir a sobrevivência da espécie. Para cumprir esse objetivo, contamos com a agilidade típica de um xenomorfo e com o icónico jato de ácido verde corrosivo que nos permitem navegar por entre plataformas e enfrentar humanos, robôs e drones armados com lasers.
O jogo encontra-se dividido em vários ecrãs fixos, cada um representando uma etapa a ultrapassar, onde existem um ou mais ovos que têm de ser recolhidos antes de passar-mos para o ecrã seguinte.
A jogabilidade destaca-se, quer pela dificuldade, que quase imita a dificuldade de um qualquer jogo de arcade, quer pela responsividade dos comandos e fluidez de movimentos, que tenta minimizar os efeitos da dificuldade e, de certo modo, nos cativa e nos coloca naquele estado de espírito de "só mais uma vez".
Ainda assim, é necessário uma pequena aprendizagem para que se consiga dominar os comandos, mas depois disso, o jogo desenrola-se de forma maravilhosa, ou seja, morremos mais umas vezes. Mas como qualquer jogo de plataformas acabamos por memorizar os padrões de movimento dos adversários e lá conseguimos avançar até ao próximo ecrã.
Graficamente, Alien: The Xenomorph é um exemplo daquilo que o Amstrad CPC tem de melhor e apresenta-nos sprites grandes e detalhados e cenários que nos transportam para os corredores apertados e claustrofóbicos de uma nave ou colónia do universo Alien.
O outro trunfo do jogo é a banda sonora que com um ritmo forte e enérgico, contribui para uma sensação de maior rapidez do jogo — por vezes, dei por mim a reagir à música e não aos movimentos dos inimigos, e, claro está, lá se foi mais uma vida! Infelizmente, os efeitos sonoros resumem-se aos samples digitalizados dos gritos do alienígena no início do jogo, mas para falar a verdade o ritmo frenético da banda sonora quase não nos deixa perceber esta lacuna.
Conclusão
De um modo geral, Alien: The Xonomorph é um jogo sólido e bem estruturado, em que a jogabilidade, os gráficos e a música se combinam na perfeição.
A crítica especializada destaca como pontos fortes a qualidade dos gráficos detalhados, a fluidez da animação e da banda sonora, que contribuem para uma jogabilidade sólida, desafiante e viciante. Como pontos fracos, destaca a dificuldade por vezes demasiado elevada e a ausência de efeitos sonoros durante a ação.
Pessoalmente, não sei se será o melhor jogo de plataformas ou o melhor jogo inspirado no universo de Alien para o Amstrad CPC, mas sei que me tem proporcionado alguns momentos de puro divertimento e, sejamos sinceros, também de alguma frustração. Ainda assim, é claramente um jogo que não se deve deixar de experimentar.





