Dantalion
Uma promessa, uma mãe por vingar e um demónio por destruir!

snippet_image Um Metroidvania descoberto por acaso! Criado num motor improvável, este título leva-nos à Transilvânia do séc. XVII. Embalado pela herança de Castlevania, a aventura coloca-nos na pele do mercenário Dantalion numa missão sombria para invadir a Scholomance, derrotar o demónio Bael e garantir o descanso eterno da sua mãe.

Ficha técnica

Título:
Dantalion
Ano(/Mês):
2026/05
Editor (Origem):
The New Dimension (Reino Unido)
Programador(es):
Annwn Games
Código:
Eleanor Burns (País de Gales)
Gráficos:
Eleanor Burns
Música e SFX:
Richard Bayliss (Inglaterra) Eleanor Burns
Género(s):
Aventura/Plataformas
Sistema:
Commodore 64
Preço:
Gratuito

O Jogo

Ecrã de Carregamento

Este é daqueles jogos que nos caem nas "mãos" por acaso. Até há cerca de duas semanas, quando estava a vasculhar os cortes e recortes dos feeds que fui guardando, não tinha conecimento da existência deste jogo. O que me chamou a atenção foram as constantes referências ao estilo Metroidvania e ao jogo Castlevania. Como fã incondicional do género e da série Castlevania, não podia deixar de o experimentar.

Outra referência constante, mais técnica, é o facto de ter sido desenvolvido com recurso a um motor de desenvolvimento específico para shoot 'em ups (S.E.U.C.K.).

Ao descarregarmos o jogo, somos brindados com a sua disponibilização nos formatos *.tap e *.d64. O pacote inclui ainda um manual detalhado que não só oferece o enquadramento histórico da aventura, mas também descreve minuciosamente os artefactos e os inimigos que vamos encontrar, sem esquecer as instruções e teclas vitais para invocar feitiços, usar os teletransportes ou lançar a bomba de fogo sagrado.

Trata-se de um jogo de aventura e plataformas no qual o jogador encarna Dantalion, um soldado mercenário que, após uma longa campanha, regressa a casa, na Transilvânia.

A nível de enredo, a história leva-nos até às profundezas dos Cárpatos, onde fica a Scholomance, uma academia de artes negras liderada pelo demónio Bael que treina a elite europeia para espalhar o caos ou transforma os alunos falhados em escravos mortos-vivos.

Quando Dantalion chega à sua terra, descobre que a mãe foi morta por uma dessas criaturas e, para evitar que ela regresse como morta-viva, é obrigado a enterrá-la de forma indigna numa encruzilhada, com estacas de ferro no corpo. Movido pela dor descobre que a praga foi trazida por um jovem nobre local que estudou na Scholomance e após pesquisar em mosteiros e bibliotecas antigas, localiza a academia e descobre o plano de Bael para o dominio global. Determinado, parte numa missão para destruir o demónio e a escola na raiz, libertar a sua terra e dar um descanso digno à sua mãe em solo sagrado.

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No que diz respeito à jogabilidade, Dantalion corresponde às expectativas de um jogo do género metroidvania. O jogador é convidado a explorar a Scholomance de forma não linear, com o objetivo de recolher armas, itens e feitiços que lhe permitam aceder a diferentes áreas do mapa, derrotar inimigos para aumentar o seu poder mágico e adquirir técnicas avançadas, até enfrentar o demónio Bael.

Os controlos são bastante responsivos, conferindo fluidez à animação e rapidez ao jogo, sem o tornar significativamente mais difícil. Se há aspeto a apontar, são os saltos do nosso herói. A cada salto, Dantalion parece flutuar, sendo capaz de realizar saltos incrivelmente altos e longos, o que exige algum controlo por parte do jogador.

Infelizmente, o jogo revelou-se curto, o castelo não é muito grande. Embora me tenha sentido perdido em alguns momentos, o jogo é relativamente fácil de concluir, especialmente assim que dominamos os controlos. A partir daí, o desafio resume-se a descobrir a localização dos diversos artefactos necessários para completar a missão.

A progressão destaca-se por ser bastante lógica e seguir uma linha bem delineada. Cada nova área do mapa torna-se acessível logo após a recolha de um determinado artefacto, o que acaba por proporcionar um excelente sentimento de descoberta e um avanço fluido na narrativa.

No que toca ao desafio, os inimigos com que nos deparamos não são difíceis de ultrapassar, sendo simples de evitar ou de eliminar. Esta facilidade estende-se inclusivamente aos confrontos principais, já que até o demónio Bael se revelou relativamente fácil de derrotar.

A nível gráfico, o jogo apresenta um grande número de personagens, desde o protagonista até ao demónio Bael, passando por inimigos como zombis, morcegos, esqueletos, espectros e demónios com aspeto de centauros. Todos apresentam sprites suficientemente grandes para terem um nível de detalhe incrível e uma animação bastante boa. No entanto, alguns aspetos da animação dos esqueletos ou de Dantalion não me agradaram tanto. Os cenários são suficientemente variados para não tornar o jogo monótono e repetitivo, e suficientemente competentes para criar o ambiente esperado de um castelo assombrado.

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A banda sonora é bastante boa, mas parece demasiado "alegre" para o ambiente do jogo, que merecia algo mais sombrio e melancólico, a fim de criar a atmosfera opressiva de um castelo dominado por forças demoníacas na Transilvânia do século XVII.

Conclusão

Em suma, Dantalion é um jogo bastante competente e visualmente apelativo, acompanhado por uma banda sonora à altura que garante alguns dias de diversão.

A crítica especializada é unânime em destacar a qualidade dos gráficos e da própria banda sonora como os pontos fortes do jogo, embora ressalve que poderia estar melhor integrada no ambiente do jogo. Como principais pontos fracos, os analistas apontam a física dos saltos do personagem, que parecem quase irreais, e a excessiva facilidade com que nos conseguimos livrar dos inimigos ao longo da aventura. Isto reflete-se nas notas atribuídas, com a revista Zzap! 64 Micro Action a conceder ao jogo uma classificação geral de 80%, enquanto a Retro Gamer Nation fechou a sua avaliação nos 78%.

Este texto passou por uma revisão ortográfica e gramatical assistida por Inteligência Artificial.

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